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4/4/2011
Petrobras avança na petroquímica com negócio de estireno

A Petrobras fortaleceu sua posição no setor petroquímico com a aquisição, na última sexta-feira, da Innova. O negócio, avaliado em US$ 332 milhões, é considerado grande reforço aos investimentos no segmento. Com a concretização da compra, a Unigel, do grupo nacional Slezynger, o outro fabricante de estireno (resina plástica), ganha um concorrente de peso, já que a Petrobras é a fornecedora da matéria-prima da resina.

A expectativa agora é de que o déficit da balança comercial desta cadeia, que em 2010 ficou em 220 mil toneladas, seja reduzido ou até mesmo eliminado.

Atualmente, a Innova possui uma unidade produtiva na Região Sul do País que inicialmente estava sob o controle da multinacional Perez Companc. A empresa argentina foi adquirida pela estatal brasileira em 2003, quando foi criada a Petrobras Argentina. A companhia possui capacidade de produzir 255 mil toneladas de monômero de estireno, 146 mil toneladas de poliestireno e 270 mil toneladas de eltilbenzeno ao ano. Esses produtos são matérias-primas da borracha sintética, de resinas acrílicas e da resina poliéster, usadas em descartáveis, tintas, isopor e pneus.

Dentre as possibilidades de aportes para a Innova no Brasil está o projeto no Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro. No entanto, o vice-presidente da Unigel, Marc Slezynger, lembra: "É possível [a implantação de nova unidade de estirenos no Brasil], mas precisa estar casada com suprimento das centrais petroquímicas da Braskem."

 
         
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