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29/3/2011
CPFL pode comprar usinas eólicas consolidadas

A CPFL Energia considera a possibilidade de adquirir ativos de energia eólica já existentes, informou o presidente da companhia, Wilson Ferreira Junior, em teleconferência com analistas sobre os resultados da empresa. A energia gerada a partir dos eventos tem se tornado um grande foco da CPFL.

De acordo com Ferreira Junior, o fato de ser uma fonte renovável faz com que as eólicas ganhem cada vez mais destaque. Além disso, o custo das plantas tem caído nos últimos meses, o que permite a concorrência com outras fontes renováveis como a biomassa ou a construção de pequenas centrais hidrelétricas (PCH).

“Se compararmos números brasileiros com o mundo chegamos a um volume bom. Acho difícil que a gente tenha reversão desses valores. Isso coloca essa fonte com vantagem de pelos menos 10% em relação a biomassa ou PCH em custo final. A matriz (elétrica) vai se beneficiar dessa fonte”, disse.

O barateamento das plantas é decorrência em parte da melhora das condições de financiamento, segundo o presidente. Além disso, a crise financeira que atingiu a Europa no ano passado levou à sobreoferta de equipamentos, devido ao cancelamento de algumas usinas, barateando equipamentos.

Com a maior ênfase na energia eólica, o presidente da CPFL admite a possibilidade de comprar parques que já estejam desenvolvidos. “Sem dúvida a avaliação de ativos de forma oportunística faz parte da nossa estratégia e faz parte do nosso desenvolvimento”, disse.

Mas Ferreira Junior lembrou que a empresa, ao trabalhar no desenvolvimento próprio dos parques eólicos, faz parcerias com fornecedores para que os preços sejam competitivos. Ou seja, muitas vezes, acaba sendo mais barato desenvolver um projeto do zero do que comprar uma usina já pronta. “Mas é óbvio que alternativas oportunísticas estão sempre no pipeline da companhia”, admitiu.

Em 2010, a CPFL elevou os investimentos em geração na ordem de R$ 600 milhões, segundo o executivo, além dos R$ 127 milhões investidos em um parque eólico cuja concorrência foi vencida no ano passado.

Na distribuição de energia, também houve aumento, de R$ 130 milhões. Uma parte é decorrente da própria correção de preços, outra, de aumento de consumidores que foram somados à elevação de incorporação de redes particulares, antes da revisão tarifária. E outra parte é referente à automação de rede. “São investimentos importantes para elevar a sua produtividade”, disse o presidente.

 
         
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