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22/3/2011
Mercado interno dá fôlego aos bancos

Depois de registrarem um volume expressivo de captações externas no ano passado, os bancos brasileiros, especialmente os de médio porte, já começam a recorrer mais ao mercado interno, com a tendência de que o investidor estrangeiro tenha uma postura mais conservadora -ao menos nos próximos meses.

O comportamento dos estoques de instrumentos como o Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE) e a Letra Financeira comprova este movimento. O DPGE registra crescimento de 10% desde o início do ano, com R$ 16,085 bilhões somente na categoria flutuante. Já a Letra Financeira saiu de R$ 25,9 bilhões em 31 de dezembro de 2010 para R$ 43 bilhões em estoque até ontem, segundo dados da Cetip.

Para Celso Grisi, diretor presidente do Instituto de Pesquisa Fractal, o setor se encontra em uma situação complicada. "O Banco ABC Brasil (Arab Banking Corporation), por exemplo, vai sentir os reflexos, já que o capital vem da Líbia e o seu principal acionista é Muammar Kadafi."

Ao mesmo tempo, os bancos de fomento aproveitam o momento para crescer. A Nossa Caixa Desenvolvimento está próxima de fechar acordo para ser o braço operacional do Exim-Bank dos Estados Unidos no Brasil. O objetivo principal da parceria é atender a demanda de pequenas e médias empresas brasileiras, já que até agora somente as grandes empresas foram atendidas pelo banco norte-americano.

Apesar deste cenário pessimista para os bancos médios, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deve sentir pouco a instabilidade internacional. O único setor que deve sentir diferença é o siderúrgico, que deve ser beneficiado com maior demanda japonesa por aço, além da substituição de exportações.

 
         
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