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15/2/2016
Presidente mundial da Shell quer mais empresas como operadoras do pré-sal

Companhia resultante da fusão da petrolífera com a britânica BG estreia hoje nas Bolsas

O presidente mundial da anglo-holandesa Royal Dutch Shell, Ben Vam Beurden, disse nesta segunda-feira ser favorável à flexibilização do sistema de partilha para exploração de petróleo no pré-sal, para que outras companhias possam ser também operadoras e não apenas a Petrobras como preveem as regras atuais. O presidente mundial da Shell veio ao Brasil para anunciar o início da operação conjunta com a BG Group a partir desta segunda-feira. O executivo deixou claro que, a partir de agora, o Brasil será um dos principais países para as atividades da companhia.

Ben Van Beurden disse que cabe ao governo e a sociedade decidirem sobre mudanças no regime de partilha, no entanto, deixou claro ser favorável à flexibilização,

— Parece razoável ter mais parceiros e investidores. Se vier a acontecer estamos numa posição de ter um papel nesse processo — destacou Beurden.

Esta segunda-feira marca a estreia nas Bolsas internacionais da ação da nova companhia formada pela fusão entre Shell e a britânica BG Group. O papel estreia com a envergadura da segunda maior empresa de petróleo do mundo — ao comprar a BG por US$ 70 bilhões em abril de 2015, na maior fusão da indústria petrolífera em mais de uma década, a Shell foi alçada à vice-liderança do ranking global do setor, encabeçado pela Exxon Mobil.

Mas, se na época da fusão entre Shell e BG o petróleo ainda estava em torno de US$ 60 o barril, hoje a cotação se aproxima de US$ 30 e levou petrolíferas do mundo inteiro a adotarem agressivos programas de corte de custos e venda de ativos.

A empresa cujas ações estreiam hoje nas Bolsas é também uma potência no Brasil: com a BG, a Shell se tornou a maior parceira da Petrobras no pré-sal e a segunda maior produtora de petróleo no país, depois da estatal.

APROVAÇÃO EM ASSEMBLEIA

Devido à relevância do Brasil nas atividades da Shell, o presidente mundial da empresa, Ben Van Beurden, veio ao país fazer o anúncio oficial do início das operações conjuntas. A fusão foi aprovada por assembleias de acionistas das duas empresas nos dias 27 e 28 de janeiro e criou uma das maiores companhias mundiais de energia do mundo.

As atividades da Shell na exploração de petróleo no Brasil ganham maior peso a partir de agora porque a BG é a principal parceira da Petrobras em campos no pré-sal na Bacia de Santos, principalmente no campo de Lula. Segundo dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a BG produziu em dezembro do ano passado 162 mil barris de petróleo por dia, a segunda maior produção por concessionária depois da Petrobras. A Shell produziu, no mesmo mês, 32,4 mil barris por dia, ficando em sétimo lugar.

O campo de Lula, segundo a ANP, é o maior campo produtor do país, com um total de 442 mil barris por dia. A BG, além de ter 25% do campo de Lula, tem reservas significativas de petróleo com tendência a crescerem em outras áreas onde também é parceira da Petrobras, como Sapinhoá, Lapa e Iara, também no pré-sal.

O campo de Lula foi a primeira descoberta no pré-sal na Bacia de Santos, anunciada em 2007, quando inicialmente se chamava de Tupi. Na época do anúncio, as reservas eram estimadas entre 5 bilhões e 8 bilhões de barris de petróleo.

A Shell é também sócia da Petrobras com 20% da área de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos, com reservas estimadas entre entre 8 bilhões e 12 bilhões de barris de barris de petróleo. Libra é a primeira área no pré-sal que será explorada pelo novo regime de partilha. Além da Petrobras e da Shell, fazem parte do consórcio de Libra a francesa Total e as estatais chinesas CNPC e CNOOC .

Com a fusão, a Shell ficará com operações importantes da BG não só no Brasil, mas também no leste da África, Austrália, Cazaquistão e Egito.

Fonte: O Globo

http://oglobo.globo.com/economia/presidente-mundial-da-shell-quer-mais-empresas-como-operadoras-do-pre-sal-18672942#ixzz40Eq8Ragv 

 
         
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